30 de jan. de 2007

Cabos de Força, Interconexão e Caixas fazem realmente uma diferença grande?

Esse é um das discussões mais antigas que conheço, com dezenas de pessoas me jurando que é impossível ouvir a diferença. Lembro-me ainda de um primo que um dia me disse algo ainda além, que apesar dele inverter a polaridade dos cabos ele nunca notou a diferença de som entre as duas configurações.


Como o assunto é muito extenso , vai aqui a primeira parte:

Se os cabos realmente impactam o som, como nunca ouvi a diferença?

Nesse caso, a esmagadora maioria de pessoas que me fizeram esta pergunta estavam usando sistema 3 em 1, ou pior, microsystems. Aqui, ressalto que não tenho nada contra microsystems (principalmente pq usei por muito tempo um na praia – e até na casa dos meus pais - que cumpria a função de sonorizar o ambiente, e ainda tenho um), mas é um bom exemplo.

Nesses equipamentos não existe nenhuma preocupação com a qualidade final do som, eles são construídos para pessoas que querem gastar pouco para ouvir suas músicas, ou que possuem espaços muito limitados (meu pai me diz que sou muito exigente, ele gosta é de música).

Vamos definir com clareza – cabos melhores aumentam o nível de detalhes que podem ser percebidos no acontecimento musical (se alguém quiser definições corretas sobre isso, busquem o site do Clube do Áudio e Vídeo http://www.clubedoaudio.com.br ). Nenhum cabo é milagroso, ele trabalha em conjunto com o restante do sistema. Como eu parto do pressuposto de que os leitores não devem ser técnicos para entender um artigo, gosto muito de analogias. E uma analogia válida é com o automóvel. Na minha adolescência (que já foi há muito tempo), eu tinha fascinação por carros preparados (hoje Tunados), e vi que havia uma grande quantidade de acessórios para tal. Entre eles, cabos de velas, filtros de ar, etc. E que custam caro, bem caro no caso dos melhores importados. Um dia perguntei a um amigo qual a real influência de um filtro de ar de alta performance, já que tinha um simples no meu carro, e ele me explicou as vantagens do mesmo em um carro, como ele melhora a entrada de ar, etc (se algum leitor quiser expandir, sinta-se à vontade). Aí fiz a pergunta... e se colocasse no meu carro? A resposta foi – vai melhorar sim, mas você não vai perceber, pq o resto não vai responder da mesma forma... caiu a ficha...

Voltando ao áudio... se os seus equipamentos são de entrada, não adianta um cabo topo de linha, ele não vai suprir os pontos fracos do sistema. O refinamento que o cabo vai permitir não será extendido ao restante do sistema, ou seja, se ele apresenta uma excelente resposta nos agudos, e se seu sistema não tem agudos apurados, será mascarado da mesma forma. Agora, se você tiver a oportunidade de ouvir um sistema State-of-art, aí sim, a diferença é perceptível (não tenho um, mas já ouvi nos eventos do Clube do Áudio e Vídeo... nunca vou me esquecer do primeiro sistema Krell/Wilson Audio tocando SACD que ouvi).

Mas mesmo nestes sistemas, é necessário um refinamento auditivo nosso... falo disso depois...

SEMPRE LEVEM EM CONSIDERAÇÃO A CONFIGURAÇÃO TOTAL DO SISTEMA – E ESPEREM RESULTADOS COMPATÍVEIS COM O MESMO.

Eu não tenho um Sistema Topo de Linha, e portanto não espero resultados espetaculares.. Mas quem sabe um dia acerto na Mega-Sena :)

Continuo depois este assunto... nem falei de polaridade e compatibilidade de caixa/amplificador ainda....

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